sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Poesia hidráulica


Hoje peguei um objeto
Raro
Foi o raio do teu verso
em pleno céu azulejado
que me fez reencontrá-lo

Esfera - gráfica
(quase) abandonada
pelas teclas que automáticas
querem me roubar a identidade
e a conta (mas vou contra)
corrente

De fato é indispensável
esta excreção manual
de tinta expressiva
descarga de vida
moldura de um eu que não se apaga
fôrma onde acomodo sentimentos
na falta de versão mais adequada

dos usos e desusos que se confundem com seus fins,
com seus seres e não seres
diga-me como fazes...
e te direi ainda
que à poesia nada escapa,
e que mais do que fachada,
esta ali o que há em mim.



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