segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Vinte e um anos intermináveis



Não ergo mais flores nesta década
As bandeiras estão murchas
[mas renascem...]
Quero atravessar o espelho
Ainda que qualquer perigo me espere
Se ele for vivo
Se for desobstruído
De grandes construções
Paradigmas, teses, pressupostos
Classificações superficiais,
[que ferem fundo]
Sistemas
Insistentes
Ou a verdade, ou a alegria
Ou liberdade, ou igualdade
Falsas dicotomias
Mães de verdadeiras angústias
Calçadas estreitas confinando mentes
O estranho movimento das possibilidades

São ocos os espíritos?
São pequenos os intuitos
E são fortuitos...
Os contrasensos

O horror e a beleza lado a lado
Perenes
O ser nos é negado
E os olhos desmontados

São fuzis!
Onde estão os pássaros
Fugitivos apegados a seus parcos arbustos
Legislam as armas como sobrenaturais
Por sobre os corpos e pores - do – sol

O rio de sangue é cinza
em 2014
Ele segue pelas veias frias da cidade
Pelas vias impessoais, 
Pelo mundo- sub-mundo onde nós sempre seremos distantes
Sempre meio estrangeiros

Só sabemos
Que desapareceremos







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